
Cada substrato exige um preparo, um sistema de aderência e um cuidado diferente. Entender essas diferenças evita a peça que descasca, o metal que oxida por baixo da tinta e o vidro que perde brilho.
Falar em laqueação como se fosse um processo só é o começo de quase todo problema de acabamento. A tinta pode até ser parecida; o que muda é tudo o que acontece antes dela.
MDF: o topo é o ponto crítico
O MDF absorve de forma desigual. A face é densa e o topo é poroso, e é justamente no topo que a peça mais recebe toque e umidade.
- Selagem reforçada no topo, com mais de uma aplicação quando necessário.
- Lixamento progressivo, sem pular granulação, para não deixar risco que aparece sob a cor.
- Atenção a usinagem e ripado, onde o fundo tende a acumular e o excesso vira relevo.
- Bordas vivas exigem alívio mínimo, porque tinta não fica em quina absolutamente reta.
Peça de MDF que chega com cola aparente, respingo ou massa mal lixada não vira acabamento bom. Nenhum sistema de pintura corrige preparo de marcenaria.
Metal: aderência e oxidação
Metal pintado sem tratamento é bomba relógio. O acabamento pode parecer perfeito por meses e depois estufar a partir de um ponto de ferrugem invisível no início.
- Desengraxe completo, porque óleo de usinagem e marca de dedo comprometem a ancoragem.
- Preparo mecânico da superfície, para dar perfil de aderência.
- Primer adequado ao metal, diferente do fundo usado em madeira.
- Cuidado com solda e emenda, onde a espessura de tinta e a proteção precisam de atenção extra.
Em peça que vai para área externa, varanda ou ambiente úmido, esse cuidado deixa de ser recomendação e vira requisito.
Vidro: aderência química e reversão do lado
No vidro, a tinta costuma ser aplicada no verso, e a cor é vista através da superfície. Isso muda o jogo.
- Limpeza rigorosa, sem qualquer resíduo de resto de silicone ou de produto de limpeza com brilho.
- Sistema com aderência química, porque o vidro não tem porosidade para ancoragem mecânica.
- Cor lida ao contrário, então a amostra precisa ser aprovada vista pelo lado certo.
- Manuseio e embalagem, porque risco em vidro pintado não tem retoque discreto.
A mesma fórmula de cor aplicada em MDF, metal e vidro entrega três percepções diferentes. Por isso a amostra tem que ser feita no substrato real do projeto.
Projeto com mais de um material
Cozinha com frente em MDF, puxador metálico e painel de vidro é o cenário mais comum, e o mais delicado: são três substratos que precisam parecer a mesma cor no fim. O caminho é aprovar amostras nos três materiais lado a lado, sob a iluminação do ambiente, antes de qualquer produção.
Checklist antes de enviar as peças
- Peças limpas, secas e com correções de marcenaria concluídas.
- Ferragens, fitas e adesivos removidos.
- Furações e usinagens finalizadas.
- Lista de peças identificada por ambiente.
- Cor aprovada e substrato de cada peça informado.
A Lack Cores trabalha com as três frentes, incluindo a linha de metal e a de vidro, com o preparo específico que cada uma exige. Envie a lista do projeto pelo WhatsApp indicando os materiais e o time devolve o sistema recomendado para cada peça, com prazo e valor.
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Atendemos marcenarias, arquitetos e indústrias em São Paulo e Grande ABC, com cor registrada por projeto e inspeção peça a peça.
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